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Entorse do tornozelo é problema comum

Dr. Carlos Mattos

A entorse de tornozelo é um problema bem comum no futebol e também pode acontecer com qualquer pessoa que venha a perder o equilíbrio, pisar em um buraco ou quebrar o salto alto do sapato. O tornozelo dá uma virada para dentro e é isso que provoca a lesão. Na maioria dos casos, a entorse de tornozelo é algo leve, que dói um pouco, mas passa rapidamente.

Quando o tornozelo vira para dentro chamamos de entorse de inversão, que é o tipo mais comum. Quando é para fora, o nome é entorse de eversão. Além das lesões dos ligamentos e da cápsula articular, a entorse de tornozelo pode vir acompanhada de fratura dos maléolos da tíbia ou da fíbula. Os maléolos são as protuberâncias ósseas existentes nas faces interna e externa dos tornozelos e são a extremidade distal dos ossos da perna (tíbia e fíbula).

Classificamos as entorses de tornozelo de grau 1 (mais leve), 2 (médio, lesão ligamentar parcial) e 3 (grave, lesão completa ligamentar). Para uma entorse de grau 2, onde ocorrem microlesões ou ruptura parcial dos ligamentos do tornozelo, podemos imobilizar parcialmente o paciente. Já as de grau 3 são aquelas em que o tornozelo incha e a dor torna-se muito forte, dificultando apoiar o pé no chão e caminhar. É comum que a pessoa sinta um estalo a hora da torção. Isso ocorre porque houve rompimento de algum ligamento. Nesse caso, pode ser necessário o uso de órtese por duas a três semanas e fisioterapia na sequência. Em casos mais leves a fisioterapia pode ser precoce.

Para diagnosticar uma entorse e eliminar dúvidas em relação a fraturas, é necessário um raio-x. As entorses de tornozelo, em sua maioria, não necessitam de cirurgia. Mas é muito importante tratar o problema para não progredir para dor crônica e instabilidade.

Existem casos também em que a fratura pode ocorrer no osso lateral do pé, chamado de quinto metatarso. Portanto, mesmo em entorses do tornozelo, é possível fraturar o pé. Nesse caso, deve ser imobilizado de 2 a 6 semanas, dependendo do grau da fratura, controle radiográfico e depois fisioterapia. Em todos os casos acima, seja lesão ligamentar ou fratura, são raros os casos que necessitam cirurgias.

Dr. Carlos Mattos é ortopedista, especialista em Cirurgia do Ombro e Lesões Esportivas, Chefe do Departamento de Ortopedia da PUC-Campinas e Diretor Clínico do Hospital PUC-Campinas

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